segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os Dados Indecifráveis e o Software Livre

Autor: Fabio Rosa Moreira Silveira rosasilveira.com>

Em julho de 2008, a Polícia Federal deflagrou a "Operação Satiagraha" para investigar o cometimento de crimes como desvio de verbas públicas, corrupção, lavagem de dinheiro, dentre outros. A operação resultou na prisão de inúmeros banqueiros, altos executivos de bancos e grandes investidores, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas, do banco Opportunity.

Durante a operação foram apreendidos alguns discos rígidos (HDs) externos no apartamento de Daniel Dantas, supostamente utilizados para armazenar arquivos com informações secretas e ultra-sensíveis a respeito das operação financeiras e negócios do banqueiro.

Ao examinar os discos a Polícia Federal constatou que os arquivos estavam protegidos por um sistema de criptografia que tornava impossível que fossem acessados, exceto se a senha definida pelo proprietário fosse conhecida. O Instituto Nacional de Criminalística destacou diversos peritos para tentar quebrar (descobrir) a senha utilizada. Em vão.

Naquela época, reportagem da Folha de São Paulo revelou:

Dois meses e meio depois de apreender cinco discos rígidos no apartamento do banqueiro Daniel Dantas, durante a Operação Satiagraha, a Polícia Federal ainda não conseguiu decifrar a criptografia que protege os dados(...)

Numa análise inicial, peritos da Polícia Federal disseram que precisariam de um ano para quebrar os códigos. Um dos peritos disse que nunca havia visto um sistema de proteção tão sofisticado no Brasil.

Meses depois, já em 2009, a Polícia Federal pediu ajuda ao FBI norte-americano, e remeteu-lhes os discos codificados, na esperança que aqueles técnicos pudessem decifrá-los. Mais uma vez, após meses de tentativas malogradas, não foi possível decifrar nenhum arquivo. O FBI, então, devolveu os discos à polícia brasileira, que os mantém sob custódia. Os peritos do INC esperam que novos dados da investigação, ou que uma nova tecnologia, os ajudem a quebrar as chaves de segurança.

Em primeira impressão, pode-se ser levado a imaginar que o sistema de criptografia que protege esses dados trata-se de tecnologia ultra-secreta, e que tenha custado uma fortuna que somente banqueiros da estirpe de Daniel Dantas podem pagar. Afinal, algo tão sofisticado e eficaz, que até hoje desafia os especialistas das polícias brasileira e norte-americana, só pode ser muito secreto e muito caro!

Ledo engano. Os programas usados pelo banqueiro são software-livre ou de código aberto, e estão amplamente disponíveis na internet para qualquer pessoa que tenha um computador. São eles: o líder de mercado PGP, disponível na página http://www.pgp.com, e o Truecrypt, gratuito, hospedado no endereço http://www.truecrypt.org.

Ora, mas como algo tão sofisticado pode ser software-livre ou de código aberto? Se os códigos são conhecidos, por que é tão difícil decifrar a criptografia?

Cada questionamento desses encerra, em si mesmo, sua própria resposta. Mais ainda, evidencia aquela que é justamente uma das maiores qualidades do software-livre ou de código aberto: a transparência.

Por ter seu código amplamente divulgado e conhecido, o software de código aberto pode ser revisado, testado, provado e melhorado em larga escala, por qualquer um que tenha conhecimento, tempo e interesse em contribuir. Assim, esses códigos evoluem em ritmo infinitamente mais acelerado do que seus pares de código fechado, que não têm a mesma chance.

A inserção de erros e falhas de código é inerente à atividade de desenvolvimento de software, porém a detecção e correção desses erros ocorre muito mais precocemente no software de código aberto, porque o código é revisado e testado por um número muito maior de desenvolvedores, tornando-se muito mais seguro e robusto.

Por esta razão, além da economia nas despesas com licenças, é que o uso de software-livre e de código aberto deve ser prioridade nos órgãos públicos e governamentais, especialmente naqueles onde o sigilo e a segurança das informações tratadas seja algo essencial e necessário.

(*) Fabio Rosa é Analista de Sistemas em Fortaleza, CE, e trabalha no SERPRO - empresa pública federal, que presta serviços de informática ao Governo do Brasil. Compõe também a Diretoria do SINDpd-Ce, respondendo pela Secretaria de Comunicação e Imprensa, onde procura defender os interesses e apoiar nas lutas dos trabalhadores de TIC no Ceará. Para mais informações, siga seu perfil no Twitter e acompanhe seu blog.

fonte: http://www.vivaolinux.com.br/artigos/impressora.php?codigo=11828

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por que um grande Banco de Varejo teria interesse em uma MNVO?

Teleco, 02.AGO.2010

“É o varejo que permite uma expansão internacional de fato. Sem ele, as atividades bancárias de atacado não são sustentáveis no longo prazo.” – Roberto Setubal do Itaú na Revista Isto é sobre internacionalização do seu banco

O número de habitantes no planeta é de 6,86 bilhões ... o número de aparelhos celulares no planeta é 5 bilhões (ver 5 Billion Mobile Subscribers, Dailywireless, 11.jul.2010).

No Brasil, o número de celulares chegou a 185,1 milhões  em junho desse ano (com um crescimento de 0,78% em relação a maio de 2010). Do total de linhas, 152,3 milhões (82,3%) são pré-pagas. As demais 32,7 milhões (17,7%), pós-pagas. A densidade subiu para 95,9 acessos por 100 habitantes.

De acordo com o Banco Central, em 2009, a internet passou a ser o canal de atendimento bancário mais utilizado no Brasil, por onde foram iniciadas 31% das transações de pagamento de contas, de tributos e de transferência de crédito, ultrapassando os terminais de auto-atendimento (ATM).

Segundo Candido Leonelli, diretor executivo do Bradesco, o custo de uma transação feita pela internet representa apenas 13% do custo de uma operação realizada no caixa da agência bancária. Nos terminais de auto-atendimento (ATMs), o gasto do banco equivale a 35% ao de uma operação feita na agência. No atendimento telefônico personalizado o percentual é de 60% (ver Banco do Brasil estuda oferecer transação bancária por meio de TV digital, Valor Econômico, 14.jun.2010).

O aparelho celular tem diversas vantagens (p. ex., meio de pagamento) quando comparado ao canal de atendimento da Internet e a um custo igual ou inferior a 13% do custo de uma operação realizada no caixa da agência bancária.

Vários bancos no mundo têm apostado no aparelho celular como meio de “relacionamento “ incluindo funções de cartão de débito, cartão de crédito, cartão de fidelidade, pagamento de transporte público, pagamento de estádios de futebol entre  entre outras.

Os smartphones dominarão o mercado em até cinco anos. Vários fabricantes estão apostando em tecnologia de pagemento (tipo NFC) nos seus aparelhos móveis como é o caso da Nokia a partir de 2011 (ver All new Nokia smartphones to come with NFC from 2011, NFC World, 17.jun.2010).

 Cerca de 50 milhões de usuários de telefonia móvel (das classes D e E e Universitários) não têm conta bancária no Brasil (ver Metade da população é "bancarizada", Administradores, 28.jul.2009 e  Bradesco faz acordo com operadoras para dar bônus a clientes, TI Inside Online, 18.mai.2010).

E aqui surge uma grande oportunidade para um grande Banco de Varejo brasileiro. Qual é então? Implantar uma operadora móvel virtual (MVNO) – sem necessidade de possuir espectro de freqüência que é uma forte barreira de entrada – para focar na captura de parte destes 50 milhões de “desbancarizados” no nosso país!

Isto é possível? Sim a ANATEL vai aprovar a Regulamentação de MVNO no Brasil até Outubro deste ano.

E aqui uma pergunta que não quer calar: essa oportunidade de MVNO não poderia ajudar a alavancar o negócio da internacionalização dos grandes bancos brasileiros?  Think deeply about that!

Veja mais sobre essa nova oportunidade de negócio para os bancos de varejo brasileiros aqui no Teleco:

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Ver outras matérias do mesmo autor aqui no Teleco:

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Campus Catu lança proposta para Curso de Extensão de Desenvolvimento de Jogos para Celular

O Instituto Federal Baiano, Campus Catu, promove o curso de extensão em Desenvolvimento de Jogos para Celular.
 
O objetivo do curso é capacitar o aluno e profissionais a desenvolver jogos para dispositivos móveis utilizando a plataforma Java Micro Edition (J2ME). O curso terá carga horária de 30 horas e será realizado entre os meses de agosto e setembro de 2010 (19/08, 20/08, 02/09, 03/09, 09/09, 10/09, 16/09, 17/09, 30/09 e 01/10), no seguinte horário das 14:00 às 17:20.
 
Ao cumprir todas as exigências do curso o aluno receberá um certificado emitido pelo IF Baiano.
 
Vagas limitadas.
 
Curso gratuito.
 
Pré-requisitos para o curso: lógica de programação e noções de Java.
 

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ciclo de Palestras

04/08/10 – 18h30 – 21h00
Tema: Gamenyx
Palestrante: Felipe Almeida e Diego Barros – Diretores
Local: Auditório do DCET – Departamento de Ciências Exatas e da Terra – Campus I – UNEB - Cabula

25/08/10 – 18h30 – 21h00
Tema: Dramaturgia no desenvolvimento de video games
Palestrante: Victor Cayres - Pesquisador
Local: Auditório Jurandir Oliveira – Departamento de Educação – Campus I – UNEB

22/09/10 – 18h30 – 21h00
Tema: MDS
Palestrante: Silvio Sousa
Local: Auditório Jurandir Oliveira – Departamento de Educação – Campus I – UNEB

13/10/10 – 18h30 – 21h00
Tema: Robótica e games
Palestrante: Marco Simões - UNEB
Local: Auditório Jurandir Oliveira – Departamento de Educação – Campus I – UNEB

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Professor está Sempre Errado (Jô Soares)

O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
 
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
 
Não tem automóvel, é um pobre coitado!
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.

Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
 
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.

Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
 
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.

Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
 
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.

A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
 
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
 
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.

Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
 
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
 
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Computador decifra língua extinta (5/7/2010)

Agência FAPESP – No livro Lost Languages, de 2002, o então editor do suplemento de educação superior do jornal inglês The Times, Andrew Robinson, afirmou que o trabalho arqueológico de decifrar línguas extintas exige uma mistura de lógica e intuição que os computadores são incapazes de possuir. 
 
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, tentam mostrar que Robinson estava errado. 

Em estudo que será apresentado esta semana na reunião anual da Associação para Linguística Computacional, em Uppsala, na Suécia, o grupo apresentará um novo programa de computador que foi capaz de decifrar grande parte do extinto idioma ugarítico, descoberto a partir de escritos encontrados na cidade perdida de Ugarit, na Síria, cujas ruínas foram encontradas em 1928. 

O ugarítico era uma língua semítica escrita em alfabeto cuneiforme com 27 consoantes e três vogais. Os escritos encontrados foram importantes para estudiosos do Velho Testamento, por auxiliar a clarificar textos hebraicos e revelar como o judaísmo utilizava frases comuns, expressões literárias e frases empregadas pelas culturas gentis que o cercavam. 

O sistema, além de ajudar a decifrar línguas antigas que continuam a resistir aos esforços de especialistas, poderá expandir o número de idiomas que sistemas automatizados de tradução, como o Google Tradutor, são capazes de manejar. 

Para simular a intuição que falta aos computadores, Regina Barzilay, do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT, e colegas fizeram várias proposições. A primeira é que a língua a ser decifrada pelo computador estaria próxima de outra. Para isso, foi escolhido o hebraico. 

Outra asserção é que haveria um modo sistemático de mapear o alfabeto de uma língua com relação ao alfabeto de outra, e que os símbolos relacionados deveriam ocorrer com frequências semelhantes nas duas línguas. 

O sistema também fez asserções no nível semântico, no sentido de que as línguas relacionadas teriam pelo menos alguns cognatos, isto é, palavras com raízes em comum. 

Por meio de um modelo probabilístico usado em pesquisas em inteligência artificial, os pesquisadores determinaram nos mapeamentos os radicais semelhantes e conjuntos de sufixos e prefixos consistentes, entre outras relações entre as palavras das duas línguas. 

O ugarítico já havia sido decifrado. Se não tivesse sido, os autores do estudo não teriam como avaliar a performance do sistema que desenvolveram. 

“O sistema repetiu as análises dos dados resultantes centenas de vezes. E, a cada vez, os acertos eram mais frequentes, pois estávamos chegando mais perto de uma solução consistente. Finalmente, chegamos a um ponto no qual a alteração do mapeamento das similaridades não aumentava mais a consistência dos resultados”, disse outro autor do estudo, Ben Snyder, também do MIT. 

Das 30 letras do alfabeto extinto, o sistema foi capaz de mapear corretamente 29 com seus correspondentes em hebraico. Cerca de um terço das palavras em ugarítico tem cognato em hebraico e, desse total, o sistema identificou corretamente 60%. 

“Das palavras identificadas incorretamente, na maior parte das vezes o erro foi por apenas uma palavra. Ou seja, o sistema deu palpites bem razoáveis”, disse Snyder. 

Apesar dos índices de acerto, os pesquisadores destacam que o sistema não é suficientemente bem resolvido para substituir os tradutores humanos. Mas, segundo eles, é uma ferramenta poderosa cujo desenvolvimento poderá ajudar no processo de decifrar línguas desconhecidas e de traduzir outras existentes mais eficientemente. 

O artigo A Statistical Model for Lost Language Decipherment, de Regina Barzilay e outros, pode ser lido em people.csail.mit.edu/bsnyder/papers/bsnyder_acl2010.pdf.

O Google vai invadir sua TV!

Teleco, 05.JUL.2010

"Como vai proibir quando o galo insistir em cantar?", Apesar de você  e  Música no You Tube, Chico Buarque

Em recentes pesquisas (ver Cisco Visual Networking Index: Forecast and Methodology, 2009-2014, Cisco, 02.jun.2010  e  Vídeo puxa demanda por aumento de capacidade das redes, Telesíntese, 18.mai.2010), o mercado tem sinalizado fortemente que o crescimento da utilização de vídeos na Internet será brutal na próxima década.

No último programa Fantástico da Rede Globo de 04.jul.2010, tivemos uma comprovação interessante do sucesso do vídeo na Internet. Um jovem brasileiro de “vinte e poucos anos”  chamado “Mystery Guitar Man” (com nome de Joe Penna) tem feito um estrondoso sucesso na Internet produzindo vídeos musicais engraçados (entre eles alguns bobos) a partir de um estúdio em Los Angeles nos EUA e, espalhado-os pelo mundo através da Internet. Em pouco tempo  de sua atividade, os vídeos do “garotão” já foram vistos por mais de 73 milhões de usuários (sic!). Joe Penna foi recentemente escolhido como uma das revelações do ano em direção pelos organizadores do festival publicitário de Cannes, um dos mais importantes do mundo (ver Brasileiro vive de vídeos musicais publicados na Internet, Site do Fantástico da TV Globo).

Por que o vídeo (pago ou grátis) será um grande sucesso na Internet? Primeiro por que ele serve para o entretenimento das pessoas (done!). Segundo por que ele pode ser produzido/disponibilizado em qualquer lugar e, também, consumido em qualquer lugar e, a qualquer tempo. Essa dimensão global do entretenimento é arrasadora! Essa é a base do sucesso do “Mystery Guitar Man” como vimos acima!.

Um outro movimento que está começando a tomar muita força é o de trazer este gigantesco conteúdo de vídeo disponível na Internet para a TV convencional na “sala de estar” da nossa residência. Uma empresa de faturamente anual de 27 BUS$ (e bastante lucrativa) chamada Google resolveu entrar neste negócio através de parceiros diferenciados como a Sony, Intel, Logitech, Adobe e Best Buy (varejo). O que o Google quer nesse novo nicho? Apenas “beliscar” um pedacinho – pelo menos – de um negócio de 70 BUS$ por ano de publicidade na TV.

No Brasil, mesmo diante dessa realidade mundial, vários “agentes” envolvidos na elaboração da nossa nova legislação do audiovisual projeto PLC  116/2010 (antigo PL 29/2007) parecem estarcompletamente  alheios a esta realidade mundial, senão vejamos:









Pois é, tá difícil chegar a um consenso sobre este projeto de audiovisual no Brasil. Como dizem no adágio popular: Esta estória está virando um grande lenga-lenga! Parece até que eles (os agentes) acreditam vão conseguir controlar a produção de vídeo na Internet e a sua conseqüente migração para a TV convencional . Quem viver verá!

Uma pergunta que não quer calar: Será que o Google que estar em todos os tipos de mídias eletrônicas? (ver Google: King of all Media?, Dailywireless, 22.jun2010).

Veja mais sobre o que o Google pretende (e como) no mercado de TV convencional aqui nessa matéria inédita no Teleco:

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Ver outras matérias do mesmo autor aqui no Teleco:

E no Convergência Digital:


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